Alusão.

Published 30 30America/Sao_Paulo Janeiro 30America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

É como diz a minha tia “Sair de férias é ótimo, mas ter para ondem voltar é melhor ainda”. E eu voltei, aqui estou de volta para a minha vida de quase Curitibana – quase porque ainda não sou fã do frio.

Tá estranho viu, parece que to deslocada e sem ninguém para me acompanhar. Tô perdida aqui no meu quarto e não sei nem por onde começar, embora desfazer as malas seja um bom início. Vamos lá, vida… preciso de metas!

Velha e Louca

Published 29 29America/Sao_Paulo Janeiro 29America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Nem vem tirar
Meu riso frouxo com algum conselho
Que hoje eu passei batom vermelho,
Eu tenho tido a alegria como dom
Em cada canto eu vejo o lado bom.

Pode falar qu’eu nem ligo,
Agora eu sigo
O meu nariz,
Respiro fundo e canto
Mesmo que um tanto rouca.

Pode falar, não importa
O que eu tenho de torta,
Eu tenho de feliz,
Eu vou cambaleando
De perna bamba e solta.

Te ganhar ou perder.

Published 26 26America/Sao_Paulo Janeiro 26America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Hoje eu to vindo aqui só para falar sobre você, digo, falar diretamente sobre você. Sei que sou dada aos rodeios e subjetividades, mas sempre tem a hora em que preciso fazer tudo “bem objetivo”. Eu tô aqui de férias e nem lembro muito bem do seu rosto, mas ainda assim é nessa vaga lembrança que me apego antes de dormir. Faço tantas coisas aqui sabe? Saio com as minhas amigas, saio para beber, comer, conhecer gente. Também faço obrigações e tal, mas no meio de todas essas atividades tô sempre lembrando de você. É tão involuntário, mas quando menos percebo estou revivendo mentalmente as nossas poucas horas juntos. Confesso que não é a primeira vez que isso me acontece, de férias e um amor pra lembrar… mas com você tá meio que diferente. Acho que é mais calmo, bonito, nem sei explicar. Das outras vezes eu meio que já tinha vivido tudo, tava naquela loucura de continuar (não que não exista isso com você), mas a gente nem começou né? E eu nem sei se vamos realmente começar, mas só aqueles pequenos acontecimento já fizeram com que eu esperasse as férias inteiras para poder te ver novamente. 

Eu fecho os olhos para poder tentar ouvir sua voz e quase te escuto me chamando por nomes doces. Eu não posso negar para mim mesma que aqui estou eu, mais uma vez, entregue à algumas esperanças sem fundamento. Desculpa, essa sou eu. Também sou desse jeito desapegada, meio sem saber como agir… nunca sei quando chegar mais ou deixar livre, talvez esteja fazendo errado. Mas quero que saiba que ando me segurando um monte para não me acabar com mensagens de “saudade” e “me espera”, e que aquelas bonitinhas que eu deixo são só para disfarçar a enorme vontade de gritar essa falta de você. 

Ô meu bem, é tão estranho sentir saudade de você. Mais ainda porque nós tivemos tão pouco tempo juntos, embora eu lembre fielmente de cada pequeno momento ao seu lado. Posso ficar horas com a cena do nosso beijo ou a cena do seu abraço. O que eu mais desejo é que você seja meu quando eu chegar aí, só seja ok? Sem pensar muito, sem perguntas, sem dúvidas… me pega pra você e mata essa saudade que anda machucando. O resto a gente vê depois. 

“E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado”

 

Ou seja: foco

Published 23 23America/Sao_Paulo Janeiro 23America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Esse é um texto em que somente eu vou entender e que nem deveria ser publicado (acho até que a maioria é meio assim né). Mas chega de tentação, será que vamos começar mais um ano igual ao que passou? Tem que ser diferente, mas tem que ser com força. Já falei e prometi para mim mesma que atitude agora tem alvo certo, vulgo foco! 

Daqueles que não são meus.

Published 19 19America/Sao_Paulo Janeiro 19America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Eu sei que de vez em quando a vida me manda umas pessoas boas de conhecer. E ela manda muito bem quando é alguém que vale a pena e que fica no meu caminho como se fosse um achado de sorte. Mas tem vezes que ela regaça com força! É até meio inexplicável, mas em algumas épocas me vejo convivendo com uma galera muito sem noção. São pessoas que eu sei que não vão fazer parte da minha história, mas sabe-se sei lá o porquê estão ali no meu dia a dia. Não vejo outra alternativa que não seja a de ter que aturar e algumas vezes perguntar para mim mesma “Mas por que? Por que ter que combater com gente que nem se encaixa no meu jeito de viver?”. Sei lá, é chato sabe? 

Sei bem.

Published 18 18America/Sao_Paulo Janeiro 18America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Então você meio que sente um impulso vitalício que não tem explicação. Vontade sem eira nem beira de fazer diferente. Isso, de mudar como nunca mudou antes. Azul por roxo, sul por norte e por aí vai. Tem que ter foco e ser determinado, como diz meu queridíssimo papai. Mais importante que isso só saber cuidar das respostas que a vida dá.

Salve-o.

Published 17 17America/Sao_Paulo Janeiro 17America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

“Salve o amor. Aquele de conchinha e barba na nuca, que pode durar pra sempre ou só até amanhã. Aquele amor sem medo, sem freio, que ama e pronto. Salve o amor que a gente dá e pega de volta outra hora, outro dia, com outra pessoa. Aquele aconchego facinho que não posa, não se esforça, não finge. Salve o amor-próprio, que resolve a vida de muitos, o amor das amigas, que aguenta, arrasta e levanta. Salve o amor na pista, que roça, se esfrega, se joga e vai embora. Um amor só pra hoje, sem pacote pra presente, sem laço ou dedicatória. Salve o primeiro amor, que rasgou, perfurou, corroeu… ensinou. Salve o amor selvagem, o amor soltinho, o amor amarradinho. Salve o amor da madrugada, sincero enquanto dure e infinito posto que é chama. Salve o amor nu, despido de inverdades e traquitanas eletrônicas. Salve o amor de dois a dez, um amor sem vergonha, sem legenda. Salve o amor eterno, preenchido de muitos ardores. Salve o amor gigante, mas sem palavras, o rotativo e o escrito, salve o amor rimado, cego, de quatro. Salve o amor safado, sincero e sincopado, o amor turrão e o encaixado.”

Lia Block 

Da vida dupla.

Published 16 16America/Sao_Paulo Janeiro 16America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

É sobre a cumplicidade dos meus amigos, do calor da amizade  e dos dias bonitos que falo quando sinto saudade. De dias como o que ando tendo aqui nas férias… obrigada, Paizinho!  

Eu sinto falta sim, de Curitiba, mas por enquanto tá legal ficar perto do que me faz bem. A vida poderia ser mais justa e deixar que tudo se una, tipo minha vida do Paraná com a vida daqui do Mato Grosso do Sul…mas daí seria pedir demais, perfeição não dá né. O que me resta é aproveitar e voltar pra fazer tudo dar certo. Sei que sempre volto apaixonada, morrendo de dor no coração e pensando mil vezes ” por que deixei essas coisas boas?”, mas logo a cabeça fica no lugar e vejo que ainda assim, mesmo com essa dor no coração, o que me pertence neste momento está em Curitiba. 

Não se preocupe, vida curitibana, eu volto para você! Mas enquanto eu puder aproveitar esse interior bom demais da conta, irei aproveitar!! 

Do fora literário.

Published 12 12America/Sao_Paulo Janeiro 12America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Deixei Gus fazer o que bem queria, sempre com a vaga e abrangente explicação de que ele era assim mesmo, diferente e excêntrico. Agora que ele desaparecera, mal podia acreditar na minha ingenuidade.(…) A realidade, porém, fora bem diferente. Fiquei com medo de forçá-lo a fazer qualquer coisa, porque não queria que ele me escapasse. De qualquer modo, achara que não havia necessidade de forçá-lo a fazer nada, porque ele se comportava como se gostasse de mim. Agora, a frustração de não ser capaz de entrar em contato com ele era insuportável. Especialmente por saber que a culpa era toda minha.Passaram-se alguns dias intermináveis e infernais sem que Gus aparecesse e, no fundo, eu não tinha muita esperança disso. Porque descobri algo terrível. Eu estava esperando que ele me abandonasse. Durante todo o tempo em que estivera com ele, vivia aguardando por isso. (…) Agora, porém, que ele se fora, eu compreendia que em cada momento que passara em sua companhia, tinha medo de que pudesse ser o último. Havia uma espécie de desespero em mim, uma necessidade de receber o melhor produto em troca do que pagara. Uma urgência de estocar o máximo que conseguisse de Gus na minha vida, para enfrentar o tempo em que ele tornaria a fugir.” 

Casório, Marian Keys

Terminei de ler esse livro hoje e estou totalmente apaixonada por tudo o que ele representa. A história é tão íntima que a gente nem acredita no quanto pode ser verídica. Bom, pelo menos para mim foi assim. A história de Lucy é tão Carol… talvez por isso tenha colocado essa trecho aí. Só para contextualizar, o tal trecho faz referência ao período de fossa e racionalização da mulher após um fora colossal. Maravilhoso! É só trocar os nomes dos personagens pelos nomes reais hahaha, que coincidência! 

Sometimes it lasts in love

Published 10 10America/Sao_Paulo Janeiro 10America/Sao_Paulo 2012 by carollmaia

Tenho essa mania chata, besta, idiota e indecente de achar que todo começo de ano as coisas também precisam ser novas. Não no sentido material, é subjetivo mesmo. Mas então me pego sendo a mesma de sempre, apenas tentando ser indiferente à tentações de sempre. Percebo que ainda sou chata e um pouco orgulhosa. Estranho falar “ainda”, talvez seja porque isso fará parte por muito tempo da minha pessoa. Eu, Carol, sou aquela que não tem o menor problema de deixar para trás pessoas que não fazem questão de mim. Sabe quando fica naquele impasse de quem vai atrás e tal? Comigo não tem essa, sei lá o porquê, mas mando a vida ir em frente sem problema alguma. Talvez esse seja meu defeito, vai saber… tudo o que acontece comigo tem que ser por inteiro, ou então não é. Sem essa de mais ou menos, é a antiga história de oito ou oitenta. 

Conversando com uma amiga muito amiga, daquelas de anos, concordei quando ela me disse que as pessoas não mudam. Você pode até me dizer que mudou pelo seu namoro ou amizade, mas na verdade você MELHOROU… porque o que a gente é, a nossa essência, não muda. E é por isso que ficamos capengando de relacionamento em relacionamento, até que um dia você encontra alguém disposto a te aceitar e claro, vai ser com aquela pessoa que a sua paciência também funcionará. E tem tanto namoro aí desmoronando. Namoro que continua por comodidade, por medo… e então eu penso, será que vale a pena mesmo ficar ali, parado, acomodado, ao invés de tentar ser feliz de outra forma? 

Mas ok, eu já prometi para mim mesma que tentarei sempre me imaginar no lugar do próximo. Vai saber… de repente é mais difícil do que minhas teorias e etc.

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