eu estou começando a achar que não me acham simpática. também acho que devo parecer, de primeira impressão, muito metida. credo
Fevereiro 2010
28 28UTC Fevereiro 28UTC 2010
27 27UTC Fevereiro 27UTC 2010
Tantas coisas passageiras nessa vida e amigos sempre estarão nessa lista. Hoje eu construo amizades diferentes, ontem aqueles amigos foram embora e seguem em um destino diferente do meu.
Estou nostálgica mesmo e daí? Que droga de vida, que saco perder meus amigos. Eu não consigo suportar a dor de vê-los tão longe sendo que já vivemos momentos tão intensos juntos. Não me refiro aos amigos de Três Lagoas e que ainda os vejo sempre, me refiro aqueles que realmente se foram pra viver uma vida diferente. Não sei se os verei mais e isso me machuca. A tendência é piorar e compreendo muito bem, mas dói. Será que ele (ela) ainda tem aquela blusa? Será que ele (ela) ainda possui aquela mania estranha? Será? Saberei cada vez menos…
Passageiros. Mas não são amizades passageiras, são amizades que marcam, que criam um espaço dentro da gente e se vão. Esse espaço fica lá, bem marcado e de vez em quando dói ver que ele não é mais cultivado. Por que você não volta pra cuidar dele? Vem dar uma olhada, vem dar as caras, você faz falta sabia? Eu ainda guardo aquela sua carta, guardo a foto, guardo o colar e mais inúmeras lembranças.
Confesso que sinto ciúmes. Odeio ver as suas fotos e encontrar novos sorrisos, novos amigos. Um pouco de egoísmo, sei. Mas no fundo eu compreendo totalmente que essa é uma das leis da vida que mais é obedecida: tudo é provisório. O sentimento não é provisório, sei que o que existe em mim existe em você, mas a presença, o afago, o físico é provisório. Me dói, me dói MUITO continuar a história sem vocês. Por favor, se algum louco aí inventar fórmulas para se carregar amigos pro resto da vida, me ensine!
27 27UTC Fevereiro 27UTC 2010
Não faço tipo. Não dou na cara. Tenho ciúmes. Sinto raiva. Tenho ciúmes. Sinto mais um pouco de raiva. Fico confusa. Gosto um pouco. Gosto mais um pouco no outro dia. Não entendo.
O segredo, a linha que me prende é quando o olho e vejo confusão. Ele se entende e se desentende várias vezes. Uma hora me olha com raiva, outra hora com carinho, na maioria das vezes é com raiva, mas quando percebo que é com carinho fico boba. Não caio aos pés dele, nada disso! Ele nunca vai dar o braço a torcer e eu? Talvez sim, talvez não. Acontece que ele também precisa mudar se quer exigir algo de mim. Tenho medo de perder o que não é meu. Consegue entender? Não, nem eu. A única coisa que sei é que eu sonho com um entendimentos entre nós. Ele não me ama, é óbvio. Mas ele também não me deixa viver. Ele fica perdido se falo de outro e nem me olha na cara se elogio a beleza. Acredito nas afirmações dele, acredito quando ele diz sentir raiva – eu também sinto! – acredito quando ele diz não me suportar, acredito veemente. Eu gostaria de acreditar e me machucar, nem isso consigo mais. Ele não me machuca com essas afirmações, não mesmo. Ele tenta me afastar mas não sai de perto pra me dar espaço. É lógico que eu gosto, me importo, quero e etc, mas me disseram “Não demonstra”. Bom, acho que ele gosta de sofrer né? Acho que ele gosta de indiferença…
Não posso falar nada, adoro quando ele sorri pra me tratar mal. É bem do jeito clichê “Assim eu gamo”.
Vou contar um segredo: ele fica uma gracinha quando dirige pensativo, ainda mais se a gente acabou de brigar.
26 26UTC Fevereiro 26UTC 2010
Ao contrário do que o título desta crônica possa sugerir, não vou falar sobre aqueles que vivem à margem da sociedade, sem trabalho, sem estudo e sem comida. Quero fazer uma homenagem aos excluídos emocionais, os que vivem sem alguém para dar as mãos no cinema, os que vivem sem alguém para telefonar no final do dia, os que vivem sem alguém com quem enroscar os pés embaixo do cobertor. São igualmente famintos, carentes de um toque no cabelo, de um olhar admirado, de um beijo longo, sem pressa pra acabar.
A maioria deles são solteiros, os sem-namorado. Os que não têm com quem dividir a conta, não têm com quem dividir os problemas, com quem viajar no final de semana. É impossíver ser feliz sozinho? Não, é muito possível, se isso é um desejo genuíno, uma vontade real, uma escolha. Mas se é uma fatalidade ao avesso – o amor esqueceu de acontecer – aí não tem jeito: faz falta um ombro, faz falta um corpo.
E há aqueles que têm amante, marido, esposa, rolo, caso, ficante, namorado, e ainda assim é um excluído. Porque já ultrapassou a fronteira da excitação inicial, entrou pra zona de rebaixamento, onde todos os dias são iguais, todos os abraços, banais, todas as cenas, previsíveis. Não são infelizes e nem se sentem abandonados. Eles possuem um relacionamento constante, alguém para acompanhá-los nas reuniões familiares, alguém para apresentar para o patrão nas festas da empresa. Eles não estão sós, tecnicamente falando. Mas a expulsão do mundo dos apaixonados se deu há muito. Perderam a carteirinha de sócios. Não são mais bem-vindos ao clube.
Como é que se sabe que é um excluído? Vejamos: você passa por um casal que está se beijando na rua – não um beijinho qualquer, mas um beijo indecente como tem que ser, que torna tudo em volta irrelevante – você inclusive. Se lhe bate uma saudade de um tempo que parece ter sido vivido antes de Cristo, se você sente uma fisgada na virilha e tem a impressão que um beijo assim é algo que jamais se repetirá em sua vida, se de certa forma este beijo que você assistiu lhe parece um ato de violência – porque lhe dói – então você está fora de combate, é um excluído.
A boa notícia: você não é um sem trabalho, sem estudo e sem comida – é apenas um sem-paixão. Sua exclusão pode ser temporária, não precisa ser fatal. Menos ponderação, menos acomodação, e olha só você atualizando sua carteirinha. O clube segue de portas abertas.
Martha Medeiros
24 24UTC Fevereiro 24UTC 2010
Fazer Publicidade e Propaganda é muito intrigante pra mim. Não porque eu sinta dúvida se é o que quero, pelo contrário, essa é uma das certezas que tenho. Mas a cada aula dada, mesmo que sejam aulas introdutórias, me sinto, sei lá, nervosa. Gosto tanto, quero tanto, que chego a me perder. São muitas coisas pra aprender e estou tão no começo e quando olho pro lado vejo pessoas tão bem formadas, cheias de requisitos. Me pergunto semana após semana: um dia serei igual a elas? Óbvio que quero viver bem e etc, mas quer saber de uma coisa? Quando digo ’ser igual a elas’, digo no sentido pessoal. Tenho pressa de me ver fazendo o que estudo na teoria. É tão fascinante, é tão…tão eu! Perco horas pesquisando sobre coisas relacionadas ao curso, programos planos e planos. Sabe aqueles rascunhos? Em que você escreve e reescreve? Um dia muda isso e aquilo? É mais ou menos assim comigo e os meus planos. Eu caminho em busca de fazer uma ‘arte final’, só isso.
23 23UTC Fevereiro 23UTC 2010
Hoje minhas amigas resolveram tirar o dia pra brigar comigo, sim, elas comigo, porque eu não briguei com ninguém. Uma diz que eu não me importo, que não vou atrás e a outra…ah, a outra nem tem motivo, só se irritou por causa que eu falei “ah tudo bem” e pronto, fui a pessoa mais grossa do mundo.
Amiga número 1, já te disse bastante coisa né? Não venha cobrar justamente isso de mim, ainda mais você né? Primeiro porque eu sou do tipo de pessoa que não é grudenta, que não precisa ficar provando a cada 10 minutos que gosta e etc, não, isso não é comigo. É lógico que eu me importo, que eu amo, que eu quero bem, que eu quero perto e tudo mais, mas do meu jeito, assim como você tem o seu e eu não julgo. Amiga, para de drama. Que mundo cor-de-rosa é esse? Por que eu não digo “Oie miguxa” eu não sou uma pessoa boa, eu te odeio, eu não te quero bem e tralálá? Sai dessa! Dessa vez o problema é com você, com a sua realidade de ver os fatos. Não me julgue como uma pessoa fria, pois é o que menos tento ser, acontece que esse jeito desligado de viver sempre foi característa minha. Bobeira é achar que não me importo com você, é óbvio que me importo né, migue? =) Eu amo você, May.
Amiga número 2. Ai, você não tem noção do quanto é ridículo essa perda de tempo nossa, aliás, sua né? Eu não to brigando com ninguém. Sabe, você é uma pessoa que eu tenho muita paciência e acho que Deus a colocou no meu caminho pra isso mesmo e não falo brincando, falo sério mesmo. É sempre eu tentando te mostrar que não devemos brigar por coisas bobas e você querendo jogar o mundo pro alto e falar que sou filha da puta e me mandar tomar no cú. Não sei se você sabe, mas não curto muito ouvir isso sabia? Amiga, eu só passo por cima de tudo isso porque já fui desse jeito e não é me achando nem nada! Mas muitas das suas atitudes já foram atitudes minhas e com o tempo tudo muda, ah, muda sim. Por isso tento não levar adiante o que me fala, acho que você ainda vai acrescentar muita coisa boa nessa sua cabeça aí. Se você ler esse texto vai falar “Ai Carolzinha fodona..”, sabe de uma coisa? Não me atinge, não me sinto mal. Não sou fodona, nem sou melhor que ninguém e ainda não achei alguém perfeito para que eu tente superar. Apenas estamos muito diferentes nesse momento e eu, particularmente, não quero que nossa amizade se abale por conta dos seus chiliques dados a cada 5 minutos. Aprende a a abstrair as coisas que tudo começa a melhorar. Eu amo você, Ariany.
Ufa, desabafei!
22 22UTC Fevereiro 22UTC 2010
Não vou ser hipócrita, é claro que estou sofrendo e é um sofrimento bem conhecido. Me sinto tão perdida que quando vou escrever paro, fico olhando pro nada e penso “O que dizer sobre isso? Tem o que dizer?”
Eu tenho uma dificuldade em me desprender, aquela famosa frase “A arte do desapego”. Antes fosse material, mas, não, é pessoal mesmo. Eu não estou amando, eu não vivi um romance, aliás, talvez tenha sido um romance de faz de contas. Amei o fato de compartilhar e criar histórias com você. Foi cômodo te ter. Eu estava sozinha e podia ter você, podia pirar ao seu lado, podia me sentir totalmente livre e ao mesmo tempo dentro de você. Me acostumei, foi isso! Talvez o sentimento tenha ficado nessa parte, me apeguei nessa nossa maneira de vivenciarmos juntos os momentos. Era tão alucinante estar ao seu lado! (Por favor, não leiam nessas palavras alguma paixão, é bem diferente essa história toda…). Obrigada por ter feito eu vivenciar um relacionamento tão cheio de adrenalina, cheio de surpresas e fora da rotina. Sempre fui da opinião de que amor só dura em liberdade e caso existisse amor, sim, seria o amor mais liberto que eu teria vivido. Sim, você foi importante e me acrescentou algo, não vou negar.
Sabe qual é o próximo passo? Me desapegar e cair na real de que minha rotina não vai mais sair do normal.
21 21UTC Fevereiro 21UTC 2010
Hello, I’ve waited here for you everlong… Tonight i throw myself into and out of the red out of her head she sang. Come down and waste away whit me, down whit me. Slow, how you wanted it to be. Over my head, out of my head she sang. And I wonder when i sing along whit you. If everything could ever feel this real forever. If anything could ever be this good again. The only thing I’ll ever ask for you: You’ve gotta promisse not to stop when i say when. Breathe out, so I can breathe you in, hold you in… And now I know you’ve always been out of your head, out of my head.
É tão forte. Eu pedi pra você me avisar, pra não me deixar perdida. Você lembra que lhe disse tão decidida: “Me diz quando tiver perto do final…”. Por quê? Você me prometeu poxa, você disse que eu saberia quando chegasse ao final. Eu sempre fui tão metódica em relação à nós dois. Tudo tem fim, lógico. Mas esse foi um dos relacionamentos mais fadados ao final que já tive. Começou e eu logo já sabia que ‘terminar’ era o mais certo entre nós. Você me deixou na mão, rapaz.
21 21UTC Fevereiro 21UTC 2010
E NÃO!
ESSAS MERDAS DE TEXTOS NÃO SÃO PARA ALGUÉM…SÃO PARA MIM! São textos que eu faço para mim mesma, para os meus desencontros infinitos.
21 21UTC Fevereiro 21UTC 2010
É quase 5 da manhã e eu estou muito mal. Com toda certeza palavras não vão me faltar porque escrever é o que mais sei fazer quando tô na pior.
O meu coração age ao contrário do meu cérebro. Onde aprendi a ser tão burra? Quer dizer, onde meu coração aprendeu a ser tão burro né?! Então acham que é assim? Acham que podem chegar e bagunçar pra depois sumir? Sabe qual é o problema? Minha vocação para o erro é enorme. Meu coração é bombardeado frequentemente. Minha voz some quando mais preciso. Meus encontros são todos marcados por desencontros.
e s t o u e x a u s t a .
I’m so full of these endless rhymes.