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À sua maneira

Published 30 de Setembro de 2010 by carollmaia

Algum tempo atrás
Pensei em te dizer
Que eu nunca cai
Nas suas armadilhas de amor…

Naquele amor
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira…

Não mandarei
Cinzas de rosas
Nem penso em contar
Os nossos segredos

Naquele amor
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira…

Tudo o que vai.

Published 29 de Setembro de 2010 by carollmaia

Meu deus, preciso escrever isso antes de dormir…

O que é essa nossa vida? Não é nada. Um dia estamos aqui e no outro podemos não estar. E  não é um papo mórbido, é o contrário, é a constatação que façamos o que quisermos mas um dia tudo vai ser nada, por isso é que essa nossa vida precisa ser vivida. Por isso é que eu sou um pouco louca e intensa demais. Ir até o fim, falar o que sente, amar, amar e amar. Gente, essa vida é coisa besta. E hoje eu vou dormir um pouco incoformada e triste. Hoje alguém tão bom se foi. Simplesmente se foi. De um minuto para o outro a vida dele esvaiu-se. Alguém poderia mudar? Não.

Luto.

Coisa da minha cabeça

Published 27 de Setembro de 2010 by carollmaia

E eu que acho que tenho um amor platônico na faculdade?

Lá tem muito cara bonito. Mas assim, bonito MESMO! Sem dúvidas é uma das faculdades com mais pessoas bonitas. É, e eu fico lá perdida hahaahahah. Enfim, o meu curso, publicidade e propaganda, nem abriga tantos rapazes bonitos assim, tirando os gays né. Tá, tá, tá, mas nem sei porque to falando de beleza, porque platônico nunca envolveu beleza, pelo menos pra mim. E se envolve fica no segundo lugar. Essa questão de se apaixonar “a distância” começa sempre em reparar nas pessoas. Reparar. É, você entende disso? Porque é o que eu mais sei fazer. Na verdade não fico vendo se a roupa é de marca, eu fico vendo o jeito que ela anda, sorri, conversa…essas coisas.

Daí que no começo do ano entraram calouros né. Publicidade, Jornalismo e, ah, eu adoro jornalistas. Saibam que eu sou de boa. Tomo meu café da manhã tranquila, faço minhas atividades e vou embora. Eis que um dia estou tomando meu suco de laranja e vejo aquele menino de cabelo cacheado, branquinho, sentado nas escadas em frente a cantina. Pronto. Nem sabia se ele tinha o rosto bonito, mas ele estava escrevendo algum texto numa daquelas pastas que, ai, nao sei explicar.

Eu nao sei dizer como é isso de “ser aquela pessoa”, só sei que eu fiquei olhando ele por muito tempo. Ele faz Jornalismo e tem alguns amigos que pagam de alternativo, sabe né, coisas de quem quer ser revolucionário da comunicação. Mas ele nem é desse tipo. Ele é todo bonitinho, inteligente, simples, ai, ele é ele. Lógico que sei de todas essas coisas porque andei pesquisando sutilmente sobre o cara né. Descobri nome, lugar que frequenta e achei o perfil dele em redes sociais. Não sou louca tá? Essas descobertas eram muito do nada, coincidência mesmo.

Eu escrever esse texto não muda nada né, muito menos a de quem lê. Mas ah, eu precisava compartilhar isso. Não é algo desesperador para mim, não mesmo. Minha vida vai continuar no mesmo ritmo e sempre que eu puder vou encontrá-lo por lá. Nada demais.

Pode entrar, eu deixo.

Published 27 de Setembro de 2010 by carollmaia

Diziam que aquele caminho não era o melhor. Muitas pessoas lhe aconselhavam e pediam para ir frente. Ela foi teimosa. Muitas vezes fingia ter fé em todos os conselhos, mas que nada. Passavam-se alguns dias e lá estava ela esquecendo-se das conversas e tudo mais.

Mais uma vez resolveu ligar.

-Alô?
-Ah, Oi.
-Então, você poderia me dar notícias? E como sabe que sou eu?
-Oras, essa hora da noite e sei lá, sua voz.
-Poxa, cara, porque faz assim?
-Não faço nada, Luiza. O que foi? Se forem aquelas perguntas, ai, já te respondi todas. Não sei!
-Grosso
-…
-Eu sei que você não quer me tratar assim.
-Você não sabe de nada, que chata
-Nervosinho.
-Luiza, é sério, o que você quer? Senão eu vou…
-IH TÁ BOM! É que senti saudade.
-Tudo bem. Mas vai ficar gastando telefone assim a toa.
-Ai ai, vou fingir que nem ouvi. O que você faz para matar a saudade de mim?
-Você tá me tirando né? Deve tá rindo, certeza.
-Heeeeem bonitão, como você faz? Eu sei que nenhuma é do meu jeito! Você uma vez me disse isso, lembra?
-Sua louca. Se for daquela noite, eu tava bêbado.
-Uhum, mas disse. E ainda me beijou loucamenteeeee
-Cara, vou desligar, você tem problema. Vai procurar algo pra estudar. Cadê seus namorados? Tá carente demais…
-Haha, meus namorados? Só tenho você. Ok, eu desligo então. Não pense que ligo para suas grosserias tá. É seu charme, gato. Dorme bem e sonhe comigo. Sonhe loucamente comigo. Te espero.
-Louca.

Ela estava acostumada a esses tipos de ligação e ele, no fundo, se sentia tao seguro com ela. Muitas e muitas vezes eles se falavam dessa maneira. Luiza procurava colocar as mãos em seus sentimentos. Ele sentia medo de toda aquela história voltar para o começo.

Um dia ele resolveu não mais fugir e reapareceu. Vale dizer que a confiança dela não havia diminuido nem um pouco. Era um sábado de manhã e ela sabia que ele reapareceria. Não sei se ele a esperava, acho que no fundo sim. Bom, de qualquer maneira ela estava lá.

Ele fez uma cara de alívio mas tentou disfarçar no mesmo instante. Ela o olhava com olhos de superioridade. Fugiu um pouco e enfim chegou perto dela.

-Claro, você não iria perder essa chance né…
-Acertou. Aliás, e essa magreza toda? Acho que preciso cuidar de você.
-Cala sua boca.

Ela chegou perto e então cruzou os braços. Ele a olhou de cima embaixo e depois deu um sorriso para o ar. Se olharam.

-Você é difícil mas é bonitinho, viu.
-E você uma chatinha.

Ele a abraçou. Ela retribuiu. Ele começou a rir e disse algo sobre ela ser doida. Ela não respondeu.

Começaram um diálogo que pertencia somente a eles. Ela disse que a sua nova casa estava diferente. Ele perguntou se ela continuava não sabendo fazer café. E ela respondeu “Mas agora tem uma cama enorme sabia?”. Ela foi dirigindo e ele começou a reclamar do quanto a menina dirigia mal.

Ele entrou na casa dela com um ar de investigador.

-O que é? Tá procurando alguma cueca perdida pelo chão? Bom, se quiser tem algumas suas que você deixou por aqui..
-E eu lá quero isso, Luiza.
-Então tá, fica aí vestidinho de hominho. Quem vê até pensa que é sério assim. Você mudou seu jeito de conquistar as garotas? Ah, porque eu não gosto de você assim. Sério, com muitas roupas e etc.
-Meu Deus. Onde é que eu fui arranjar uma louca assim?

Ela o empurrou para o sofá, disse para sentar e relaxar. Sentou-se ao lado e apoiou os pés nas pernas dele.

-Pode fazer uma massagem. Você era bom nisso.
-Folgaada…
-Careente. Aliás, me conta uma coisa, todas foram tão boas assim pra você chegar com esse ar de satisfeito?
-Talvez.
-Duvido.
-Eu sei. Você sempre duvida.
-Não seja grosso, eu sei que sente saudade. Tá aí me olhando por que?
-Aprendendo com você a ser tão auto confiante.
-Ah…
-Deixa eu ver se a cama é grande mesmo.

Ele se levanta e vai até o quarto. Deita na cama dela e diz

-É grande mesmo hem. E essas coisas bonitinhas aqui? Olha só, tem calcinha, sutiã. Ixi, se divertiu né.
-Olha só quem tá com ciúmes.
-Luiza, vem aqui. Eu quero falar de uma coisa com você.
-Ih sem coisa chata.

Então estavam deitados um ao lado do outro. Ela falou algumas bobeiras e ele apenas sorria. Em algum momento ele a beijou. Disse que queria ela quietinha. Ela sorriu e disse que era disso que sentia falta. E pronto.

-E eu que treinei minha auto confiança durante esse tempo todo?
-É. Pior foi eu que apostei na indifetença.
-Bobo, não adiantou nada.
-Quer saber? E eu que quis você desde o começo sem roupa?

Lá na sua cabeça pequena.

Published 26 de Setembro de 2010 by carollmaia

Tava olhando minha pasta de Arquivos Recebidos e achei essa foto que o Alê me mandou. Estávamos no carro dele, já passava da meia noite e era Ano Novo. Íamos para uma festa e tal, rolava um sintonia massa!  Daí comecei a lembrar das coisas desse dia. É engraçado quando a gente muda de cidade. Morei 17 anos em Três Lagoas, nunca fui popular e também não era anti social. Sei lá, conhecia todo mundo mas sem querer me introsar demais. Tinha os meus e isso bastava. Enfim, daí comecei a lembrar a diferença que é quando você vai morar fora. Lembro-me que nessa noite as pessoas me olhavam de cima embaixo. Eu nem tava cagada, era simplesmente porque eu estava diferente. Isso é legal sabia? Ok, podem estar me achando uma toscona, mas sinto um ar de “Nossa, como você progrediu”. Alguns até falavam “E aí, Carol, Curitiba anda te fazendo bem hem?”. Nem sei se levo como elogio ou não, mas acho massa.

Tem aqueles carinhas que nem sequer me davam moral. Até hoje, quando volto pra lá, eles reaparecem no meio da festa querendo saber um monte da minha vida aqui. Aham Cláudia, e eu lá quero contar da minha vida para eles… Aí passa um pouco “Então né, você sabe, sempre te achei tão gente boa, bonita”. Um amigo meu, muito sincero, disse que eles só querem falar que tô mais gostosa. E aí eu penso, a ausência faz uma falta né? Como se eu mudar para Curitiba estivesse ligado com o fato de eu ter me tornado uma Carol mais isso ou aquilo. Sai fora playboy.

Nessa festa de Ano Novo ouvi uma coisa muito tosca. Um cara bem bonitinho chegou em mim. Ele era amigo de uns carinhas populares lá. Conversa vai, conversa vem e eu querendo fugir dele. Ele me mete uma dessa: “Mas então, Carol, sabe como é né? Gosto de menina assim, igual você. Moreninha, cabelo lisinho, corpo bonito, que usa vestidinho assim…”. WTF MAN? Só faltou ele dizer que queria me levar para o motel. Lógico né, dei um fora e literalmente saí fora!

Quando me bate saudade de Três Lagoas e penso em voltar, meu pai diz “Para de ser boba, aqui você sempre vai ter um diferencial. Aproveite isso. Se tem um lugar onde você vai poder se sentir bem nas férias é voltando pra cá”. Na real eu achei meio tosco, mas no fundo é verdade. E então eu penso, como as pessoas são idiotas, ou os caras. Eu sou a mesma de sempre, é a sua cabeça que é pequena!

Carta

Published 25 de Setembro de 2010 by carollmaia

Olá,

É, você poderia muito bem receber uma resposta mais sutil de mim. Aliás, eu tentei, não tentei? Foram conversas, e-mails e tudo mais. Eu não gosto e nem pretendo ser grossa, mas você insiste em tentar me machucar. Acontece que você me pegou um pouco mais experiente, então não consigo perder muito tempo com insultos.

Não acho que alguém seja superior, nem eu, nem você. Aliás, concepções sobre amor, sentimento, amizade e etc, cada um tem a sua. Por favor, pare de tentar dizer que eu amo errado, cara. Não existe isso. Talvez eu ame errado no seu ponto de vista porque não consigo correspondê-lo. Tudo bem. Mas fazer o que? Eu também já quis justificativas de vários caras. Já questionei, já pensei “Pô, mas como você não consegue isso por mim?”. Sabe o que aprendi? Que o cara não conseguia POR MIM, não que ele fosse uma pessoa inapta para amar e ir até o fim. A vida funciona dessa maneira, meu caro. Alguns passam e conseguem isso por nós, outros não.

A questão não é que eu sou egoísta, que não consigo, que não sei amar, que sou isso e aquilo. Não é, definitivamente. Eu sei amar e muito. Eu já fiz tantas coisas para provar, já recebi tantas outras. Já fui tão feliz, já desejei intensamente e tudo mais. É extremamente difícil falar essas coisas, mas eu não consigo isso por você. Não foi! O que é que posso fazer? Acho muito bonito tudo o que me diz e o que sente, e nem sei se sou merecedora de todas esseas coisas… Mas, por favor, seja feliz.

Eu não sou o tipo de pessoa que “tenta”. Quando eu digo tentar, digo aquela pessoa que diz “Ah, vou tentar, quem sabe eu consigo amá-lo”. Não, não funciona comigo. Eu me conheço, sei o quanto seria doloroso essa experiência.

Sobre eu estar sozinha ou não, hm, muda alguma coisa? Se tem alguém comigo, é, eu realmente poderia escolher esse alguém se o amasse, quisesse, desejasse ou sei lá. Se não tem ninguém, bom, também não deixaria de tomar essa decisão.

Fica tranquilo, eu não estou no “bloco do eu sozinho”. Pelo contrário, essa minha vida é um andar de amar e desamar tão grande. A única coisa que não para é a minha vontade de ser feliz. Tenho experiências ótimas e pessoas memoráveis. Sei lá, isso pode soar como uma menina supérflua, mas haha, nem ligo, sei o quanto sou intensa. Aliás, os poucos que fizeram diferença para mim sabem disso, até você sabe. Não tenho medo do futuro. Essa Carol que lhe escreve, e escreve nesse blog, é muito mais confiante do que possa parecer. Me arrepender também não passa pela cabeça, afinal, a vida toda não é feita de “sim”. Não escolhi isso, apenas senti. Pare de ficar falando que não vou encontrar alguém, que estou desperdiçando uma chance. Que chato, você sabe que não é assim.

Mas eu entendo essas palavras que fica me jogando. “Você é egoísta”. “Você nem quer tentar”. “Você não reconhe amor”. “Você só pensa em você”. É a sua frustração, é o seu modo de entender que não é você quem vai conseguir com que eu faça loucuras. Tá tudo bem, eu te entendo.

Ah, não estou sendo ruim. Você sabe. Quantas vezes eu tentei conversar, explicar e chegar em caminho melhor? Não consigo me manter sem humildade, acho que sentimento é algo bem importante.

É isso, … , espero que entenda tudo o que lhe escrevi. É uma carta só sua. Esse espaço é seu, aproveite. Se cuida, cara. Que alguém apareça para satisfazer tudo o que não fui capaz. E espero que essa pessoa esteja aí em São Paulo, bem perto de você. Porque eu tô bem longe né…


Carol.

É que eu precisava “escrever essa carta”. Talvez o conteúdo explique por si só né? O que eu posso fazer, Deus? Também já tive que ouvir não e hoje continuo firme e forte. Não quero parecer alguém foda, nem tenho capacidade para tal. Sei lá, é delicado ter que ser o chato da história…

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