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Maior que esse amor? Só ele mesmo.

Published 31 de Janeiro de 2011 by carollmaia

Oi Papai!

Eu sei que você nem deve imaginar que escrevo bobeiras em um blog, mas para mim é importante ressaltar, mesmo que na vida virtual, que eu, sua filha única e chatinha, te ama demais. Nós somos duas pessoas totalmente completas, eu, como filha, enxergo muito de mim em você e vice versa. É algo que não saberia explicar, porque essa nossa cumplicidade deve ser coisa de outra vida. Sei que estamos passando por fases difíceis, eu e você, pai e filha. Você com os seus problemas e eu? Eu com os meus, aqueles que eu vivo chorando, vivo dizendo serem os maiores do mundo. Sei que não são, sei que você está ali para me ajudar, eu sei, mas ah, Papai… de drama eu entendo né?

Pode soar meio clichê e vai soar, mas acho que eu não poderia ter um pai melhor que você. Você é um cara digno de todo o amor que possa existir em mim. Sempre esteve ao meu lado, sempre foi um paizão mesmo. Acho que se você não fosse o meu pai, sei lá, no mínimo iria desejar que existisse uma relação boa como a nossa, entende? Tenho orgulho de tudo o que você representa para mim. Algumas pessoas chegam a se assustar com tamanha jovialidade dentro de você, mas eu amo. Não trocaria nossa cumplicidade por nenhum pai mais velho e cheio de baboseiras. Hoje eu moro longe, eu faço faculdade e tenho meus dramas, você bem entende né? Mas caramba, obrigada por ter me ensinado um dos valores mais importantes da vida: humildade. Obrigada pela paciência, pelos conselhos que parecem terem sidos feito para mim, somente para mim. Não me lembro de um diazinho sequer você ter sido grosso e sem paciência com algum conflito meu. Sempre explicando, indo atrás da melhor solução.

Sei lá, eu posso ficar horas escrevendo e digitando palavras bonita, acontece que ainda assim faltariam palavras para tentar descrever esse amor que sinto por você. Acho que só preciso lhe agradecer e, claro, me desculpar por muitas vezes ser tão incompreensível.

Eu te amo, mas Deus… como eu te amo, mais do que a mim mesma.

“E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas
Porque você está
Onde você está
Hoje você está
Nas coisas tão mais lindas”

Olá!

Published 29 de Janeiro de 2011 by carollmaia
Olá, sábado
Olá, vontade de ficar aqui para sempre
Olá, vontade de voltar para Curitiba correndo
Olá, tempo de chuva que vem todo final de tarde
Olá, pessoas que me fazem de idiota
Olá, mau humor que não sai de mim nunca mais
Olá, vontade de estar com apenas uma pessoa
Olá, cervejas que farão parte da minha noite
Olá, pessoas que aturo e gostaria de não aturar
Olá, cara que quanto mais faz, mais idiota fica
Olá, para você que perde tempo com o meu blog.
Olá, sentimento de estar sendo enganada
Olá, frio na barriga antes de voltar para Curitiba
Olá, últimos dias em Três Lagoas
Olá, músicas de sábado
Olá!

Esses homens, essa peregrinação amorosa… ai ai!

Published 28 de Janeiro de 2011 by carollmaia

São 2:20 da madrugada e me surge uma vontade gigante de escrever. Escrever sobre o que exatamente? Homens, relacionamentos, sexo masculino em geral. Bom, até me levantei para pegar um copo de água, porque no meu caso, escrever sobre isso, é bem tenso, complicado e cheio de teorias.

Eu tenho 20 anos e diversos casos para lhes contar. São diversos, mas muito deles eu bem poderia deixar de lado, tanto que nem minhas melhores amigas sonham que um dia posso ter me ocorrido alguns desses casos. Desde que me entendo por gente eu sofro com isso, não um sofrer beirando a morte, isso realmente não tem nada a ver comigo. O problema é que eu sou intensa, da minha maneira, mas sou. Aliás, sou contraditória demais nesse aspecto, pois tenho a maior dificuldade do mundo em lidar com os meus sentimentos, em demonstrá-los na hora certo e por aí poderia seguir linhas e linhas de problemas.

Para falar bem a verdade acho que nunca encontrei alguém com muita paciência para me entender, tirando a minha mãe que faz o papel de mãe-amiga e vive dizendo que sou orgulhosa, teimosa e durona. E eu sou viu? Orgulhosa nem tanto, mas teimosa e durona? Sim. Acho até que não é bem isso, sou é bem realista. Muitas amigas poderiam chamar isso de insegurança, já eu posso jurar que são apenas resquícios de péssimos relacionamentos. Eu demoro para acreditar, eu vou guiando a história com muita atenção, porém quase nunca dá certo. Na maioria das vezes já estou lá, toda entregue, sofrendo, ligando, amando e jurando nunca mais repetir o mesmo erro. Nesses trezentos gerúndios de sofrimento é que eu me apego. É difícil levar a vida em frente e apagar qualquer coisa ruim, eu sei que vocês podem me entender. É impossível. O meu problema é que eu acabo tendo diversos exemplos de desastres, diversos mesmo. Então quando está perto de ser verdadeiro eu me pego pensando “Mas será?”.

Eu não luto contra amores, nunca lutei. Eu luto contra a minha mente, que insiste em querer acreditar em tudo. Eu faço qualquer coisa para não entrar numa ilusão, mas quando entro não saio por nada. Se eu entrei eu vou até o final. Quase nunca pertubo a outra pessoa, é muito difícil, a luta é comigo mesma. Aliás, eu sempre obedeço as regras do amor. Não deu mais atenção? Tudo bem. Me deu um fora? Tudo bem. Quer me fazer de idiota? Ok também. Mas então eu vou saindo de fininho, eu sempre saio. Eu começo a deixar tudo para trás e sigo em frente, me matando de amores, mas sigo. Não sou idiota, aviso diversas vezes, mas nunca fui aquele tipo de mulher fora de controle, que simplesmente acha que o mundo inteiro é escrito com o nome do cara, mesmo nos meus maiores casos, eu sempre mantive a minha consciência e vou tentando me reeducar caso seja preciso.

Isso tudo pode parecer tão correto, tão sutil… só parece, porque dentro de mim é a maior putaria. Eu choro, eu grito, eu faço juras, eu perco noites, eu ocupo o tempo dos meus amigos, eu me mato de escrever e, quando não consigo, vou atrás. Eu não tenho orgulho, não tenho vergonha na cara, eu não tenho. É para ir atrás? Eu vou. Foram poucas as vezes em que fiz um rebuliço, mas por todas aquelas vezes eu faria de novo!  Quando eu vejo que vale a pena não perco tempo. Sem essa de ser uma menina insegura, eu mando cartas, emails, ligo, me declaro…. eu não deixo passar. Se o cara me propõe algo idiota, adivinhe? Eu aceito. Eu avisei, não tenho vergonha na cara. Mas essa falta de vergonha é a melhor, não há nada que pague a sensação de alívio, de consciência limpa e etc. Posso até contar a vez em que atravessei a cidade, em véspera de prova de final de ano, só para passar uma tarde com um cara que tinha me dado um pé na bunda. E aí, Carol? Aí que depois passou, depois eu fiquei calminha, calminha. E mais depois ele me quis loucamente, mas aí… bom, aí eu já tinha me reeducado. Posso contar também quando forcei a maior situação do mundo para o meu ex parar em frente de casa, às 2 da manhã e falar “Volta?”. Ou então quando juntei dinheiro para ir numa festa a fantasia com um cara que ficava. Essa foi foda! Eu realmente não podia sair, mas fiz tudo que pude e consegui criar uma fantasia. Bom… ele me zuou demais nesse dia, prefiro nem contar. Teve também o meu amor platônico do cursinho, eu fiz que fiz e mandei uma carta para ele. Diga-se de passagem que ele sentava literalmente do outro lado da sala e nem sabia direito quem eu era. Mas eu consegui, eu consegui trazer ele para perto, consegui o telefone, consegui trocar mensagens, consegui fazer ele me esperar sair do cursinho às 21:00 da noite.

Há aquele cara que conheci, gostei e gostei. Então um dia ele simplesmente resolvou ir embora, ele nem sequer me avisou e dou minha cara a tapa que, se ele ler vai dizer mentalmente “Quem disse que se avisa essas coisas? Coisas assim acontecem, é a vida, Carol”. Soa um pouco grosseiro? Sim, claro que sim. Soa também retardado eu ter insistido tanto e, ainda assim, não ter vergonha de admitir que o teria de volta comigo, ainda hoje o teria também. O que eu fiz? Claro, eu mandei um email chorando todas as minhas pitangas e as entrelinhas diziam gritando “POR FAVOR, VOLTA E FICA COMIGO”… e eu posso lhes dizer que ele prefiriu a maconha. Eu faria de novo? Faria e faço, claro que faço. Ele é um daqueles que sabe que quase me tem na mão, não adianta, sempre vai ter alguém na vida ou várias pessoas, que irão ter você na palma da mão. Dessa não posso contar o final, ainda não…

Mas todos esses casos só refletem, das duas uma: ou eu sou fora da casinha e preciso me recompor, ou eu realmente não tenho sorte no amor. Prefiro ficar com a falta de sorte, porque adoro ser fora da casinha. Você pode rir, pode me achar so last week com essa de “falta de sorte”, mas eu digo com todas as letras: eu não tenho sorte no amor! Eu não contei nem metade do que já se passou comigo, claro que eu só contaria o que realmente fez diferença na minha vida. Já levei cada tropeçada que até soaria exagerado. Alguns caras que  passaram por mim e fizeram eu me sentir um lixo, fizeram eu pensar que nunca mais algo pudesse dar certo, mas sabe como é… eu nunca desisto. Alguns deles nunca mereceram as noites que perdi chorando, muito menos as palavras bonitas que um dia escrevi aqui nesse blog ou mesmo em cadernos perdidos pelo meu quarto. Alguns deles nunca mereceram minha dedicação em agradá-los, meu humor, meu cabelo bonito, meu empenho em lhes mostrar músicas, minha coragem… porque eles me zuaram pra caralho, mesmo que eu tenha dado liberdade, mas eles fizeram com que eu perdesse a fé nessa coisa de toda conto de fadas. Hoje eu sei porque já superei todos eles, claro que na época não pensava assim, óbvio.

Ainda assim, sem a vergonha que eu disse não ter, ainda assim eu salvaria um ou outro para levar comigo. Porque tem alguns que, mesmo me zoando, conseguiram pelo menos fazer algo correto. Eles tentaram, se envolveram. Porque homem covarde é nojento, eu gosto mesmo é quando o cara, mesmo sendo durão, demonstra da maneira dele “Ei, eu to confuso”. Então se eu vou atrás, é porque tenho consciência, é porque to indo atrás de algo que ainda me faz bem.

Tenho amigas que namoram há zilhões de anos, que são quase casadas e tenho aquelas mais solteiras que eu. Sim, porque se eu não to com ninguém pelo menos to comigo, algumas nem isso. As namoradeiras de carteirinha vivem enjoando e reclamando e as solteiras ou alguém como eu, vivem encontrando e desencontrando amores. Eu não escolhi ficar só saindo, eu apenas cheguei no ponto de que se for pra sofrer, vamos de uma vez. Uma hora eu vou ter alguém com quem eu queira passar o resto da vida, ou ao menos algo perto disso. Calmaeeee, não to dizendo que meu lema é “Enquanto não acho o certo me divirto com os errados”, hahha, credo! Pelo contrário, sou eu quem sofro por um cara, durante meses, achando que ele finalmente vai poder fazer dar certo algo. E ainda assim eu consigo viver numa nice, viver sem ficar morrendo porque não tenho alguém para brigar pelo futebol do domingo.

Então, durante essas andanças amorosas eu cheguei a conclusão de que homem, seja ele quem for, ele vai ser HOMEM. Homem com todos os atributos que lhe cabem, físico, emocional e todo aquele conjutos cheio de hormônios a flor da pele. Ele quer mesmo é… isso aí que pensou! Ele quer isso bem feito, mal feito, não importa…. mesmo se ele fizer um jardim para você, se ele viajar horas seguidas por você, se ele aprender o que você quer que ele aprenda, não importa amiga, ele sempre vai querer, é isso aí. Não adianta dizer que meu pensamento é machista, porque eu acredito E MUITO no amor, sou total a favor do amor. Acho que casais são lindos, quero um dia ser feliz com alguém e não acho bobeira você trocar qualquer evento pelo seu namorado. Eu apenas não me iludo, não acho que as flores serão flores por serem flores, me entende? Claro que nem tudo é dessa maneira, porque o amor sempre dita atitudes bonitas e verdadeiras… mas enquanto homem for homem e mulher for mulher, cheia de exigências, as coisas funcionarão assim. Ah, eu também cheguei a conclusão de que não adianta, quanto mais você se descabela, mais problemas trás. Tem vezes que, por mais que você queira gritar, xingar, só há algo que melhora: você amar o seu namorado e deixar ser amada. Algumas coisas foram feitas para não serem entendidas, o porquê e bla bla, não tem, apenas ame e seja feliz.

Sem contar que eles mentem mesmo, na cara dura. Não adianta, homem não tem essa capacidade de contornar a situação como a mulher tem, ele sempre precisa de uma mãozinha. Que fique claro, eu não acho tudo isso lindo, não, ok? Ok boys?? Eu apenas entendi e isso clareou muita coisa quando entendi.

Eu, nessa vida, com corpo de Carol e mente de Carol, ainda não terminei minha peregrinação amorosa, tenho certeza que não. É uma coragem e tanto escrever isso, escrever algo que muitos vão odiar e vão dizer “Essa aí é doida”. Sou mesmo, doida, exagerada e cheia de amores. Sou a doida que, em qualquer momento da sua vida, estará desejando ser feliz com alguém. Não se sabe se é para sempre, se é por uma noite, mas que quer ser feliz.

Desse nosso viver diferente.

Published 28 de Janeiro de 2011 by carollmaia

 

Meu nome poderia ser Carol Reclamona, to ligada. Mas eis que chega o momento das férias em que eu me revolto com as pessoas daqui de Três Lagoas.

Ok, sempre tem aquele papo clichê – mas que é muito real – de que as pessoas, quando vão morar fora, ter sua própria casa, sua rotina e sinceramente: quando vão se foder por aí na vida, bom, dizem que é nesse meio tempo que elas crescem. Dizem que suas ideias mudam, que as experiências acumulam-se, que aprende-se a viver de verdade a vida como ela é. Pois é, muita coisa muda. Gente fresca vira gente com mais realidade, gente tímida vira gente super sociável, coisas desse tipo. É verdade, é muita verdade! Eu sou um exemplo disso e tenho vários amigos que também são exemplo.

Tudo bem que moro com os meus tios, mas ainda assim já sou outra pessoa, sou totalmente diferente da Carol de 17 anos que morava em Três Lagoas. Eu também poderia citar exemplos contrários, exemplos de amigos que continuaram por aqui. Isso mesmo, morando com os pais, ganharam um carro, saem todo final de semana, namoram e o melhor, possuem um tempo super digno de por o namoro em dia. É uma vida ruim? Não, claro que não. A minha não chega nem um pouco perto disso. Não vou ser hipócrita, ainda tenho roupa passada, lavada e comida bonitinha, tenho mesmo, mas agora eu pago por isso, eu administro meu dinheiro, eu coloco ordem nas minhas contas. Eu não tenho um carro, aliás, eu que não me viro com os horários de ônibus pra eu ver… Eu não namoro e mesmo quando tive alguém, sempre foi aquela coisa corrida, aquela coisa de ter sempre que cuidar primeiro da sua vida estudantil, profissional e depois checar como anda o “love”. Sei que nada disso vai provar que sou melhor que alguém, porque valores não se discutem, eles simplesmente fazem parte de cada um.  Aliás, foi uma escolha minha não foi? Pois é.

Mas acontece que toda escolha tem suas consequências, e as minhas não param no que “eu perdi”, as minhas continuam naquilo que eu também consegui “ganhar”. O jogo inverte, tem muito que eu ganhei, que aqueles que não c0locaram o pé para fora de casa, não ganharam. Eu ganhei muitos outros valores que nem sabia que existiam. Ganhei sentimentos novos. Ganhei amizades e amores novos. Ganhei mundos novos. Ganhei paciência. Ganhei amadurecimento. Ganhei experiência. Eu agora consigo ter calma com aqueles que nunca saíram daqui. Muitas das coisas que me eram essenciais, hoje já nem fazem diferença. Não brigo por besteira, estou sempre dando um tempo para os problemas se resolverem. Hoje em dia tenho muito mais atitude do que um dia já tive.

Sabe o que é? A minha mente se abriu, foi isso, agora a minha mente é totalmente outra. Eu tive que dar um tempo para me acostumar e então ver que tudo o que é novo, tudo o que é diferente, só cabe a mim escolher se me faz bem ou não. Eu amo ver que conquistei tudo isso, mesmo sabendo que perdi aquele conforto inicial. Eu sei que essa conquista me engrandeceu, que ela estará comigo por onde quer que eu vá. E é assim comigo, com você, com todo mundo.

Toda essa demagogia toda porque tem alguns dias que ando ficando incomodada com algumas pessoas dessa cidade. Não é que eu esteja me valorizando, achando que sou melhor, apenas acho que elas poderiam ser um pouco mais humanas com tudo. Juro pra você, você que lê esse texto, que não consigo mais me ver morando por aqui. Sei lá, conviver com pessoas de pensamentos tão curtos, tão focadas em si mesmas sabe? Elas estão a todo momento querendo provar que são melhores, enquanto eu estou pouco me fodendo para quem são os seus pais. Querem poder comprar o mundo com o dinheiro delas, enquanto eu quero que elas enfiem seus sobrenomes naquele lugar. Essas pessoas ficam a todo momento em uma marcação cerrada, ficam querendo mostrar o seu mundo, seus carros, suas roupas, suas fotos badaladas, enquanto meu…. enquanto eu só quero beber, dançar e curtir os meus amigos.

Eu mesma acabei me envolvendo com um desses caras, sei lá, acontece. Mas daí percebi que estava perdendo tempo, que aquele envolvimento todo não fazia sentido, não para mim. Então eu tento começar uma conversa, tento ser normal, e o cara só fica sendo idiota a todo momento. Então eu me recomponho, penso que quando eu voltar para Curitiba tudo volta ao normal. Lembro de quem já me fez tão bem por aqueles lados, lembro que não preciso passar por isso. Aí sabe o que eu faço? Eu vou embora, eu dou um pé na bunda, eu mando correr, isso mesmo, eu dou um F O R A. É claro que alguns foras não são fáceis e confesso que eu sou a mais enrolada para isso, mas nesses casos eu não penso duas vezes.

Tudo bem, não vim aqui para ficar jogando pedra nas pessoas que moram com seus pais e não saíram de suas casas para viver fora. Não é essa minha intenção, porque é claro que todos podem ter valores bons e ruins, não acho que morar fora seja fatídico. Porém não deixo de achar que pelo menos uma experiência fora da zona de conforto todos deveriam experimentar, ah deveriam mesmo.

Puta mierda.

Published 25 de Janeiro de 2011 by carollmaia

Tá certo então, sempre que o final das férias vão se aproximando começo a ficar confusa. A faculdade começa dia 14, eu preciso arranjar um emprego. Aqui, em Três Lagoas, tenho conforto, pai e mãe por perto e meus amigos ainda têm um booom tempo de férias. É claro que se eu for para Curitiba semana que vem – que ainda seriam dias de ferias – eu iria ficar bem morta, mas a chance de conseguir um emprego bom, no começo do ano, é bem maior. É claro que eu estou lutando contra os meu deveres para poder ficar por aqui comendo comida de vó, vendo filmes com a minha mãe, saindo para jantar com o meu pai e indo beber com os meus amigos. Ah papai do céu, eu sei que agora, neste exato momento, estou pensando que voltar vai ser melhor, que terei duas semanas para por minhas coisas em ordem, que verei quem eu quero com calma, que terei tempo para procurar emprego… eu sei de tudo isso! Mas chegando lá, bom, você sabe né? Pensarei “Mas o que to fazendo aqui com duas semanas de férias ainda? O queeeeeee? Quero já minha casa de volta, quero já meus amigos e meus pais!”. Pode parecer infantil para um menina (oi? mulher?) de 20 anos, que precisa resolver a vida, é claro que parece infantil.Ah… e daí? Sou eu quem fico agonizando de saudade o ano todo, sou eu quem fico passando frio o ano todo, sou eu quem fico ‘sozinha’ o ano todo, sou eu quem fico aguentando curitibano chato, sou eu quem fico tentando fazer social com pessoas chatas… sou eu! Parece aquela música “Sou eeeeeeeeeeu quem faz, amor com você… a noite!” hahaha, oh jesus, i’m so confused.

Ficou parecendo um diário né? É, mas a intenção de qualquer blog meu sempre será essa, desabafos de mim para mim mesma.

Ah tá, e o carnaval? Sim, eu gosto, e se você é um curitibano chato, que lê meu blog, vai pensar “Uiiiii”. Não que eu ache axé e funk obras musicais maravilhosas, na verdade eu gosto mesmo é de poder beber, é de rir com quem eu gosto e etc. Dançar? Sempre gostei, então não é difícil. E pensar que ano passado eu viajei para Curitiba com a Ariany, fizemos um monte de coisas legais lá, bebemos, saímos e depois fomos para a praia. A praia? Anormal. Foi um experiências de 7 dias que logo resultou em uma perda enorme dentro de mim. Depois daquela semana na praia tudo mudou.

Ô vidinha, ô vidinha… se resolva sozinha, por favor!

De buraco para atos que fazem falta.

Published 25 de Janeiro de 2011 by carollmaia

Eu estou com várias ideias de textos, várias mesmo. Enquanto faço minhas coisas rotineiras consigo achar muitos temas para escrever por aqui. Hoje, andando de carro, fiquei puta com o tanto de buraco que precisei desviar – e olha que não sou barbeira viu? – daí em diante comecei a questinonar que nunca dei moral para as conversas de política do meu pai. Ele falava sobre imposto, sobre ruas esburacadas e do prefeito da cidade. Mas hoje em dia, que dirijo e que pretendo ter o meu carro, vejo que precisarei me preocupar sim com o imposto que pagamos, com os buracos da cidade e com a situação do prefeito da cidade em que estarei morando. É, as coisas mudam. Os pensamentos, as prioridades…. chamaria isso de amadurecimento de ideias, de vivência, ou algo do tipo. Sei lá, nem queria escrever sobre isso, só iria usar esse acontecimento como um exemplo.

Eu queria mesmo era escrever sobre aquele cara, isso é só pra variar um pouco viu? Queria dizer que ando sentindo falta de muitas coisas dele, coisas que faziam um enorme sentido em mim. De vez em quando saio aqui e fico retardada, mas não adianta, depois das 4 da manhã, depois das cervejas, só dá ele no meu pensamento. Onde será que ele anda? Com quem será que ele está? Uma falta muito grande cresce dentro de mim, talvez seja uma falta ilusória… mas eu só saberei disso quando estivermos perto mais uma vez.

Hey Baby…

 

Tá me tirando?

Published 22 de Janeiro de 2011 by carollmaia

Na boa, eu tenho uma paciência gigante com grandes amigos, não costumo brigar por ideias bestas, deixo muita coisa passar, ainda mais com os daqui de TL, afinal, só os vejo em férias e tal. É claro que já fui bem mais tranquila, aliás, já fui bem mais retardada, talvez tenham acostumado. De certo mesmo que a pessoa não vai evoluir né? Eu continuo sendo bem engraçadona, bem divertida, mas não me tira pra idiota.

Sério, sério mesmo, me deixa muito puta quando as pessoas confundem “ser de boa’ com “ser idiota”. Cara, logo eu, a guria mais desapegada dessas merdas, não, eu não preciso de alguém tentando fingir algo para mim. Sabe quando tá na cara que você tá sendo passada para trás, que você sabe muito bem disso, até já deu umas indiretas para a pessoa, mas mesmo assim a tal pessoa insiste em negar e tentar te tratar como um idiota? É bem assim que tá acontecendo comigo.

Nesse caso preciso dizer que não ligo pela “passada de perna”, não, eu não ligo porque não é algo que faz muita diferença para mim, não é algo que eu necessite urgentemente. Pelo contrário, nem tô puta porque fizeram isso comigo, tô puta mesmo porque fizeram e querem tentar a todo custo me tratar como uma ingênua, uma idiota. Isso sim me deixa nervosa, me deixa MUITO nervosa. É tão retardado, tão fútil, uma situação tão besta… duas pessoas tentando passar por cima de mim, tentando “burlar minha inteligência” e o pior, ainda dão risada porque eu digo “Na boa, não precisa disfarçar, eu já sei e não ligo, só não finge mais porque é feio”.

Não preciso disso meu, não preciso. Talvez eu queira manter a amizade, claro que sim, mas o resto? Sai fora! Perder tempo com bobeira, com cara retardado… não, to de boa viu.

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