
São 2:20 da madrugada e me surge uma vontade gigante de escrever. Escrever sobre o que exatamente? Homens, relacionamentos, sexo masculino em geral. Bom, até me levantei para pegar um copo de água, porque no meu caso, escrever sobre isso, é bem tenso, complicado e cheio de teorias.
Eu tenho 20 anos e diversos casos para lhes contar. São diversos, mas muito deles eu bem poderia deixar de lado, tanto que nem minhas melhores amigas sonham que um dia posso ter me ocorrido alguns desses casos. Desde que me entendo por gente eu sofro com isso, não um sofrer beirando a morte, isso realmente não tem nada a ver comigo. O problema é que eu sou intensa, da minha maneira, mas sou. Aliás, sou contraditória demais nesse aspecto, pois tenho a maior dificuldade do mundo em lidar com os meus sentimentos, em demonstrá-los na hora certo e por aí poderia seguir linhas e linhas de problemas.
Para falar bem a verdade acho que nunca encontrei alguém com muita paciência para me entender, tirando a minha mãe que faz o papel de mãe-amiga e vive dizendo que sou orgulhosa, teimosa e durona. E eu sou viu? Orgulhosa nem tanto, mas teimosa e durona? Sim. Acho até que não é bem isso, sou é bem realista. Muitas amigas poderiam chamar isso de insegurança, já eu posso jurar que são apenas resquícios de péssimos relacionamentos. Eu demoro para acreditar, eu vou guiando a história com muita atenção, porém quase nunca dá certo. Na maioria das vezes já estou lá, toda entregue, sofrendo, ligando, amando e jurando nunca mais repetir o mesmo erro. Nesses trezentos gerúndios de sofrimento é que eu me apego. É difícil levar a vida em frente e apagar qualquer coisa ruim, eu sei que vocês podem me entender. É impossível. O meu problema é que eu acabo tendo diversos exemplos de desastres, diversos mesmo. Então quando está perto de ser verdadeiro eu me pego pensando “Mas será?”.
Eu não luto contra amores, nunca lutei. Eu luto contra a minha mente, que insiste em querer acreditar em tudo. Eu faço qualquer coisa para não entrar numa ilusão, mas quando entro não saio por nada. Se eu entrei eu vou até o final. Quase nunca pertubo a outra pessoa, é muito difícil, a luta é comigo mesma. Aliás, eu sempre obedeço as regras do amor. Não deu mais atenção? Tudo bem. Me deu um fora? Tudo bem. Quer me fazer de idiota? Ok também. Mas então eu vou saindo de fininho, eu sempre saio. Eu começo a deixar tudo para trás e sigo em frente, me matando de amores, mas sigo. Não sou idiota, aviso diversas vezes, mas nunca fui aquele tipo de mulher fora de controle, que simplesmente acha que o mundo inteiro é escrito com o nome do cara, mesmo nos meus maiores casos, eu sempre mantive a minha consciência e vou tentando me reeducar caso seja preciso.
Isso tudo pode parecer tão correto, tão sutil… só parece, porque dentro de mim é a maior putaria. Eu choro, eu grito, eu faço juras, eu perco noites, eu ocupo o tempo dos meus amigos, eu me mato de escrever e, quando não consigo, vou atrás. Eu não tenho orgulho, não tenho vergonha na cara, eu não tenho. É para ir atrás? Eu vou. Foram poucas as vezes em que fiz um rebuliço, mas por todas aquelas vezes eu faria de novo! Quando eu vejo que vale a pena não perco tempo. Sem essa de ser uma menina insegura, eu mando cartas, emails, ligo, me declaro…. eu não deixo passar. Se o cara me propõe algo idiota, adivinhe? Eu aceito. Eu avisei, não tenho vergonha na cara. Mas essa falta de vergonha é a melhor, não há nada que pague a sensação de alívio, de consciência limpa e etc. Posso até contar a vez em que atravessei a cidade, em véspera de prova de final de ano, só para passar uma tarde com um cara que tinha me dado um pé na bunda. E aí, Carol? Aí que depois passou, depois eu fiquei calminha, calminha. E mais depois ele me quis loucamente, mas aí… bom, aí eu já tinha me reeducado. Posso contar também quando forcei a maior situação do mundo para o meu ex parar em frente de casa, às 2 da manhã e falar “Volta?”. Ou então quando juntei dinheiro para ir numa festa a fantasia com um cara que ficava. Essa foi foda! Eu realmente não podia sair, mas fiz tudo que pude e consegui criar uma fantasia. Bom… ele me zuou demais nesse dia, prefiro nem contar. Teve também o meu amor platônico do cursinho, eu fiz que fiz e mandei uma carta para ele. Diga-se de passagem que ele sentava literalmente do outro lado da sala e nem sabia direito quem eu era. Mas eu consegui, eu consegui trazer ele para perto, consegui o telefone, consegui trocar mensagens, consegui fazer ele me esperar sair do cursinho às 21:00 da noite.
Há aquele cara que conheci, gostei e gostei. Então um dia ele simplesmente resolvou ir embora, ele nem sequer me avisou e dou minha cara a tapa que, se ele ler vai dizer mentalmente “Quem disse que se avisa essas coisas? Coisas assim acontecem, é a vida, Carol”. Soa um pouco grosseiro? Sim, claro que sim. Soa também retardado eu ter insistido tanto e, ainda assim, não ter vergonha de admitir que o teria de volta comigo, ainda hoje o teria também. O que eu fiz? Claro, eu mandei um email chorando todas as minhas pitangas e as entrelinhas diziam gritando “POR FAVOR, VOLTA E FICA COMIGO”… e eu posso lhes dizer que ele prefiriu a maconha. Eu faria de novo? Faria e faço, claro que faço. Ele é um daqueles que sabe que quase me tem na mão, não adianta, sempre vai ter alguém na vida ou várias pessoas, que irão ter você na palma da mão. Dessa não posso contar o final, ainda não…
Mas todos esses casos só refletem, das duas uma: ou eu sou fora da casinha e preciso me recompor, ou eu realmente não tenho sorte no amor. Prefiro ficar com a falta de sorte, porque adoro ser fora da casinha. Você pode rir, pode me achar so last week com essa de “falta de sorte”, mas eu digo com todas as letras: eu não tenho sorte no amor! Eu não contei nem metade do que já se passou comigo, claro que eu só contaria o que realmente fez diferença na minha vida. Já levei cada tropeçada que até soaria exagerado. Alguns caras que passaram por mim e fizeram eu me sentir um lixo, fizeram eu pensar que nunca mais algo pudesse dar certo, mas sabe como é… eu nunca desisto. Alguns deles nunca mereceram as noites que perdi chorando, muito menos as palavras bonitas que um dia escrevi aqui nesse blog ou mesmo em cadernos perdidos pelo meu quarto. Alguns deles nunca mereceram minha dedicação em agradá-los, meu humor, meu cabelo bonito, meu empenho em lhes mostrar músicas, minha coragem… porque eles me zuaram pra caralho, mesmo que eu tenha dado liberdade, mas eles fizeram com que eu perdesse a fé nessa coisa de toda conto de fadas. Hoje eu sei porque já superei todos eles, claro que na época não pensava assim, óbvio.
Ainda assim, sem a vergonha que eu disse não ter, ainda assim eu salvaria um ou outro para levar comigo. Porque tem alguns que, mesmo me zoando, conseguiram pelo menos fazer algo correto. Eles tentaram, se envolveram. Porque homem covarde é nojento, eu gosto mesmo é quando o cara, mesmo sendo durão, demonstra da maneira dele “Ei, eu to confuso”. Então se eu vou atrás, é porque tenho consciência, é porque to indo atrás de algo que ainda me faz bem.
Tenho amigas que namoram há zilhões de anos, que são quase casadas e tenho aquelas mais solteiras que eu. Sim, porque se eu não to com ninguém pelo menos to comigo, algumas nem isso. As namoradeiras de carteirinha vivem enjoando e reclamando e as solteiras ou alguém como eu, vivem encontrando e desencontrando amores. Eu não escolhi ficar só saindo, eu apenas cheguei no ponto de que se for pra sofrer, vamos de uma vez. Uma hora eu vou ter alguém com quem eu queira passar o resto da vida, ou ao menos algo perto disso. Calmaeeee, não to dizendo que meu lema é “Enquanto não acho o certo me divirto com os errados”, hahha, credo! Pelo contrário, sou eu quem sofro por um cara, durante meses, achando que ele finalmente vai poder fazer dar certo algo. E ainda assim eu consigo viver numa nice, viver sem ficar morrendo porque não tenho alguém para brigar pelo futebol do domingo.
Então, durante essas andanças amorosas eu cheguei a conclusão de que homem, seja ele quem for, ele vai ser HOMEM. Homem com todos os atributos que lhe cabem, físico, emocional e todo aquele conjutos cheio de hormônios a flor da pele. Ele quer mesmo é… isso aí que pensou! Ele quer isso bem feito, mal feito, não importa…. mesmo se ele fizer um jardim para você, se ele viajar horas seguidas por você, se ele aprender o que você quer que ele aprenda, não importa amiga, ele sempre vai querer, é isso aí. Não adianta dizer que meu pensamento é machista, porque eu acredito E MUITO no amor, sou total a favor do amor. Acho que casais são lindos, quero um dia ser feliz com alguém e não acho bobeira você trocar qualquer evento pelo seu namorado. Eu apenas não me iludo, não acho que as flores serão flores por serem flores, me entende? Claro que nem tudo é dessa maneira, porque o amor sempre dita atitudes bonitas e verdadeiras… mas enquanto homem for homem e mulher for mulher, cheia de exigências, as coisas funcionarão assim. Ah, eu também cheguei a conclusão de que não adianta, quanto mais você se descabela, mais problemas trás. Tem vezes que, por mais que você queira gritar, xingar, só há algo que melhora: você amar o seu namorado e deixar ser amada. Algumas coisas foram feitas para não serem entendidas, o porquê e bla bla, não tem, apenas ame e seja feliz.
Sem contar que eles mentem mesmo, na cara dura. Não adianta, homem não tem essa capacidade de contornar a situação como a mulher tem, ele sempre precisa de uma mãozinha. Que fique claro, eu não acho tudo isso lindo, não, ok? Ok boys?? Eu apenas entendi e isso clareou muita coisa quando entendi.
Eu, nessa vida, com corpo de Carol e mente de Carol, ainda não terminei minha peregrinação amorosa, tenho certeza que não. É uma coragem e tanto escrever isso, escrever algo que muitos vão odiar e vão dizer “Essa aí é doida”. Sou mesmo, doida, exagerada e cheia de amores. Sou a doida que, em qualquer momento da sua vida, estará desejando ser feliz com alguém. Não se sabe se é para sempre, se é por uma noite, mas que quer ser feliz.
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