Tenho essa mania chata, besta, idiota e indecente de achar que todo começo de ano as coisas também precisam ser novas. Não no sentido material, é subjetivo mesmo. Mas então me pego sendo a mesma de sempre, apenas tentando ser indiferente à tentações de sempre. Percebo que ainda sou chata e um pouco orgulhosa. Estranho falar “ainda”, talvez seja porque isso fará parte por muito tempo da minha pessoa. Eu, Carol, sou aquela que não tem o menor problema de deixar para trás pessoas que não fazem questão de mim. Sabe quando fica naquele impasse de quem vai atrás e tal? Comigo não tem essa, sei lá o porquê, mas mando a vida ir em frente sem problema alguma. Talvez esse seja meu defeito, vai saber… tudo o que acontece comigo tem que ser por inteiro, ou então não é. Sem essa de mais ou menos, é a antiga história de oito ou oitenta.
Conversando com uma amiga muito amiga, daquelas de anos, concordei quando ela me disse que as pessoas não mudam. Você pode até me dizer que mudou pelo seu namoro ou amizade, mas na verdade você MELHOROU… porque o que a gente é, a nossa essência, não muda. E é por isso que ficamos capengando de relacionamento em relacionamento, até que um dia você encontra alguém disposto a te aceitar e claro, vai ser com aquela pessoa que a sua paciência também funcionará. E tem tanto namoro aí desmoronando. Namoro que continua por comodidade, por medo… e então eu penso, será que vale a pena mesmo ficar ali, parado, acomodado, ao invés de tentar ser feliz de outra forma?
Mas ok, eu já prometi para mim mesma que tentarei sempre me imaginar no lugar do próximo. Vai saber… de repente é mais difícil do que minhas teorias e etc.