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Do fora literário.

Published 12 de Janeiro de 2012 by carollmaia

Deixei Gus fazer o que bem queria, sempre com a vaga e abrangente explicação de que ele era assim mesmo, diferente e excêntrico. Agora que ele desaparecera, mal podia acreditar na minha ingenuidade.(…) A realidade, porém, fora bem diferente. Fiquei com medo de forçá-lo a fazer qualquer coisa, porque não queria que ele me escapasse. De qualquer modo, achara que não havia necessidade de forçá-lo a fazer nada, porque ele se comportava como se gostasse de mim. Agora, a frustração de não ser capaz de entrar em contato com ele era insuportável. Especialmente por saber que a culpa era toda minha.Passaram-se alguns dias intermináveis e infernais sem que Gus aparecesse e, no fundo, eu não tinha muita esperança disso. Porque descobri algo terrível. Eu estava esperando que ele me abandonasse. Durante todo o tempo em que estivera com ele, vivia aguardando por isso. (…) Agora, porém, que ele se fora, eu compreendia que em cada momento que passara em sua companhia, tinha medo de que pudesse ser o último. Havia uma espécie de desespero em mim, uma necessidade de receber o melhor produto em troca do que pagara. Uma urgência de estocar o máximo que conseguisse de Gus na minha vida, para enfrentar o tempo em que ele tornaria a fugir.” 

Casório, Marian Keys

Terminei de ler esse livro hoje e estou totalmente apaixonada por tudo o que ele representa. A história é tão íntima que a gente nem acredita no quanto pode ser verídica. Bom, pelo menos para mim foi assim. A história de Lucy é tão Carol… talvez por isso tenha colocado essa trecho aí. Só para contextualizar, o tal trecho faz referência ao período de fossa e racionalização da mulher após um fora colossal. Maravilhoso! É só trocar os nomes dos personagens pelos nomes reais hahaha, que coincidência! 

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