Dois opostos tão bonitos.
Situações que, por mais que sejam praguejadas, ainda assim fazem parte de lembranças boas. Lá na frente há tanta sutileza, atenção e cuidados. Na estrada que já passou ficam os sonhos iguais, a admiração – ah a admiração! Essa é que deixa um buraco gigante. Admiração no início do dia, na tarde ociosa e no último minuto do dia. Admiração que se mistura com orgulho, chega até a doer. Mas é como uma cadeira sem a perna da frente. Ela pode ser uma cadeira, mas continua sendo inutilizável. Não se sustenta para receber uma pessoa apenas com três pernas. E aquela cadeira era quase perfeita, não fosse a falta da perna (sutileza, atenção e cuidados). Travar uma luta com a exatidão é praticamente impossível.
A nova cadeira tem as quatro pernas, mas é tão frágil. Não sustenta muitos sonhos, não acompanha quem lhe acompanha. E, por mais incrível que pareça, não é tão classuda quanto aquela outra, mesmo sendo “perfeita”. Injusto né? Dá vontade de pegar a cadeira manca e insistir. Deixar ela ali de enfeite, mesmo que ninguém enxergue o que você enxerga. Mas e essa completinha… por que não tentar reforçá-la?
Isso é injusto, mundo.