Comparando injustiças.

Published 16 de Fevereiro de 2012 by carollmaia

Dois opostos tão bonitos.

Situações que, por mais que sejam praguejadas, ainda assim fazem parte de lembranças boas. Lá na frente há tanta sutileza, atenção e cuidados. Na estrada que já passou ficam os sonhos iguais, a admiração – ah a admiração! Essa é que deixa um buraco gigante. Admiração no início do dia, na tarde ociosa e no último minuto do dia. Admiração que se mistura com orgulho, chega até a doer. Mas é como uma cadeira sem a perna da frente. Ela pode ser uma cadeira, mas continua sendo inutilizável. Não se sustenta para receber uma pessoa apenas com três pernas. E aquela cadeira era quase perfeita, não fosse a falta da perna (sutileza, atenção e cuidados). Travar uma luta com a exatidão é praticamente impossível.

A nova cadeira tem as quatro pernas, mas é tão frágil. Não sustenta muitos sonhos, não acompanha quem lhe acompanha. E, por mais incrível que pareça, não é tão classuda quanto aquela outra, mesmo sendo “perfeita”. Injusto né? Dá vontade de pegar a cadeira manca e insistir. Deixar ela ali de enfeite, mesmo que ninguém enxergue o que você enxerga. Mas e essa completinha… por que não tentar reforçá-la?

Isso é injusto, mundo.

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