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Sobre receber ou lutar mais um pouco.

Published 7 de Fevereiro de 2012 by carollmaia

Eu sempre fui de me apaixonar pelos caras que gostavam das mesmas coisas que eu, aliás era como se isso fosse um presente para mim. Pois é, por um bom tempo neguei a história dos opostos se atraírem. Não que eu não acredite que uma patricinha possa querer fugir com um representante fiel do reggae, porque o que mais tem é gente diferente se juntando. Mas é que PARA MIM isso nunca funcionou muito bem. Automaticamente meus amores platônicos envolviam caras meio nerds, que ouviam bandas parecidas com as minhas e para ser um pouquinho mais perfeito, que amasse cinema. Claro, isso não é uma regra, mas foi o que eu disse, automaticamente… assim, sem eu perceber. E por favor, não confundam nerd com cult enjoado, porque se tem algo que me broxa, é homem sensível demais, inteligente DEMAIS, no mundo dele demais…ai sabe? No fundo homem tem que ser homem. Tem que ter aquelas manias irritantes sim, tem que saber conversar de tudo um pouco, não só sobre o mundo dele. Para mim é essencial que um fiel representante do sexo masculino perca horas falando sobre música e cinema comigo, mas que também sente para tomar uma cerveja e fale sobre assunto fúteis e engraçados – talvez até retardados.

E durante vinte e um anos eu saí por aí em festas, jantares, viagens, rotina, encontrando caras que me encantassem.  Leia bem, eu disse ENCONTRANDO, não PROCURANDO. Já aconteceu sim de eu me apaixonar por um cowboy ou um playboy, o que é pior na minha opinião (o playboy). Me apaixonei assim como me apaixono pelos meus preferidos, do tipo de chorar e tal. Mas posso contar fielmente as poucas vezes que isso aconteceu. Eu sempre tinha/tenho na minha mente que um dia encontraria um rapaz que pudesse me entender em poucas palavras, que eu olhasse para ele e conseguisse me “sentir em casa” sabe? Bem cafona, mas bem real. Pra mim a coisa mais mágica é você se entender em níveis altamente inexplicáveis com uma pessoa, e para isso melhorar é só vocês terem alguns pontos em comum.

Sei lá, eu sempre achei delicioso encontrar alguém que compartilha da mesma ideia que a sua. Por exemplo, viajar pelo mundo afora. Ok que hoje em dia tá clichê dizer isso, mas sempre tem aquela pessoa que pensa como você, que acha que bagagem cultural é importante e etc. É meio que afrodisíaco para mim quando enxergo planos e sonhos parecidos sabe? Talvez eu esteja errada e não entenda nada dessa merda, mas a verdade é que não existe regra. Mas se eu posso escolher quem vai estar perto de mim, gostaria que fosse alguém que quer ir pelo mesmo caminho que o meu.

E agora eu penso se durante esses vinte e um anos eu não me enganei. Fico confusa pensando nas diferenças, pensando se posso encarar alguém que é tão diferente de mim. Acontece ué, simplesmente acontece. Tenho medo de lá na frente ficar pensando “Ah, talvez fosse melhor se ele fosse assim  ou assado”, o que não é justo, claro.

No fundo eu sempre soube que isso um dia iria acontecer. Não quero ficar vivendo em um mundo de fantasias e ilusões, se é que me entendem, mas também não acho justo abrir mão do que é importante parar mim. Sei lá… é complicado.

Platônico é o que há?

Published 1 de Setembro de 2010 by carollmaia

Não tenho amores platônicos faz tempo. Será que estou mais realista que o normal? Se eu estiver por favor me salvem!! Não que eu ache lindo ficar sofrendo por um desconhecido, mas acho tão simbólico você se encantar com alguém, com uma situação ou sei lá o que, simplesmente porque se encantou e só. Você não a conhece, não sabe seus defeitos, mas bastou aquela prévia e você sabe que já valeu a pena. Ah, tão bonito.

Eu, por exemplo, sou – pelo menos costumava ser – a pessoa mais cheia de amores platônicos. É meu vizinho bonito, é o carinha que pega ônibus comigo, é meu professor, é o cara da faculdade. Tenho amores to-tal-men-te a distância e tenho aqueles que mais platônico impossível, tipo o carinha do meu cursinho (maldito, perdi mais de um ano com você). Ah, sem contar as vezes que me apaixono por um casal. SIM! Acho que sou tão carente que os dois me encantam. Sei lá, fico pensando se fosse comigo e bobeiras do tipo.

Normalmente gosto de deixá-los no platônico, mesmo desejando horrores. (ah, só se for um caso como o do cara do cursinho, aí dou uma chance pro destino) É, eu me conheço. Sei que aparece um pouco de interesse e  já saio correndo. É, devo gostar de sofrer. Enfim… é essa fantasia toda do “E se..” que me deixa inspirada.

Mas tudo bem, acho melhor ficar sem amores platônicos, pelo menos por esse tempo, né coração? Pois é, você não tá podendo muita coisa não, melhor ficar quieto no seu canto.

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